35 - Dicionário Enciclopédico Livre de Geociências

 

ÁGUA CAPILAR:

Água existente na zona de aeração, que se move para cima a partir do lençol d’água devido ao fenômeno da capilaridade. Muitos vegetais absorvem a água da zona de capilaridade nos aquíferos freáticos rasos

ÁGUA MINERAL:

Água que contém sais minerais e gases em quantidade acima do normal e que se acredita serem boas à saúde.

ÁGUA RESIDUAL:

Água que carrega substâncias líquidas, gasosas e sólidas, produtos das várias atividades do homem.

ÁGUA SUBTERRÂNEA:

Água que preenche totalmente os poros e fraturas das rochas e sedimentos não consolidados.

ÁGUA TERMAL:

Águas naturais aquecidas.

AQUÍFERO:

Toda formação geológica em que a  água pode ser armazenada e que possua permeabilidade suficiente para permitir que esta  se movimente. Vê-se, portanto, que para ser um aquífero uma rocha ou sedimento, tem que ter porosidade suficiente para armazenar água, e que estes poros ou espaços vazios tenham dimensões suficientes para permitir que a  água possa passar de um lugar a outro, sob a ação de um diferencial de pressão hidrostática.

AQUÍFERO ARTESIANO:

O mesmo que aquífero confinado. São os aquíferos que estão limitados por materiais não permeáveis. Nestes aquíferos a  água não pode fluir livremente para baixo e para cima, e dizemos que também está confinada. Os aquíferos artesianos quase sempre estão em locais onde ocorrem rochas sedimentares profundas (bacias sedimentares). Raramente tem sido relatado o fenômeno do artesianismo em regiões de rochas metamórficas e ígneas, como no caso do Estado do Rio de Janeiro.

AQUÍFERO CONFINADO:

O mesmo que aquífero artesiano.

AQUÍFERO SEMICONFINADO:

aquíferos limitados na base, no topo, ou em ambos por camadas cuja permeabilidade é menor do que a do aquífero em si. O fluxo preferencial da água se dá ao longo da camada aquífera. Secundariamente este fluxo se dá através das camadas semi confinantes, à medida que haja uma diferença de pressão hidrostática entre a camada aquífera e as camadas subjacentes ou sobrejacentes. Em certas circunstâncias um aquífero livre poderá ser abastecido por água oriunda de camadas semiconfinadas subjacentes, ou vice versa. Zonas de fraturas ou falhas geológicas poderão, também, se constituir em pontos de fuga ou recarga da água da camada confinada. 

AQUÍFERO FISSURAL:

São os originados pelas rochas ígneas e metamórficas, onde os espaços cheios de água são fraturas de diversas origens, tamanhos e aberturas.

AQUÍFERO FRATURADO:

O mesmo que aquífero fissural.

AQUÍFERO FREÁTICO:

aquífero em que o lençol d’água se comunica livremente com as camadas superiores e com a atmosfera. São aquíferos rasos e muito sensíveis à poluição.

AQUÍFERO LIVRE:

O mesmo que aquífero freático.

AQUÍFERO NÃO CONFINADO:

O mesmo que aquífero freático.

AQUÍFERO POROSO:

São os formados pelas rochas sedimentares e sedimentos não consolidados.

ARTESIANO:

Expressão originada da cidade de Artois (leia-se "artoi ") na França, famosa por seus aquíferos confinados. Em muitos casos a pressão da  água nestas camadas confinadas é tal que quando se perfura um poço a  água é empurrada além da superfície, dando origem a poços jorrantes.

BOMBA SUBMERSA:

Bomba hidráulica em que o motor e a bomba propriamente dita formam um corpo único e funcionam sob a água.

CACIMBA:

O mesmo que poço escavado.

CAMADA IMPERMEÁVEL:

Camada que não permite a passagem da água.

CAPACIDADE ESPECÍFICA (CE):

É a relação entre a vazão, em m³/h, de um poço e o rebaixamento do nível d’água em metros. Este conceito é a melhor forma de se comparar a produtividade de aquíferos distintos. Um bom aquífero apresenta CE média de 3m³/h/m, como é o caso do aquífero Guarani. aquíferos mais pobres apresentam CE média de 0,5m³/h/m, ou menos.

CICLO DA ÁGUA:

O mesmo que ciclo hidrológico.

CICLO HIDROLÓGICO:

Os caminhos que a água toma na natureza nos vários processos de transformação de estado.

CISTERNA:

O mesmo que poço escavado.

CHUVA ÁCIDA:

É toda chuva cuja água tem valores de pH inferior ao de chuvas normais (5,0 a 5,6).

CLIVAGEM:

 

Propriedade dos minerais em se partirem em planos paralelos entre si. É uma propriedade condicionada pela estrutura cristalina dos mesmos. Os feldspatos têm dois sistemas de clivagem, perpendiculares entre si, ou quase, dependendo do tipo de feldspato. Já a mica biotita e a mica moscovita possuem somente um sistema de clagem muito pronunciado. Por outro lado há minerais, como o quartzo, que não possuem clivagem.

Composição Granítica:

Diz-se de rochas com composição mineralógica próxima à do granito, ou seja: contém feldspato, quartzo e mica biotita.

Denudação:

O mesmo que erosão. Chamamos de taxa de denudação ao rebaixamento da altitude média de uma área numa certa unidade de tempo. Em geral usa-se milímetros por ano.

Deposição

 

É o acúmulo de sedimentos transportados por água, vento ou gelo. A deposição ocorre na medida que o meio transportador vai perdendo sua energia. Os sedimentos mais grosseiros (seixos e cascalhos) são as primeiros a se depositarem, e os mais finos (argila) são os últimos. Os depósitos sedimentares tem características próprias em função do agente transportador do material.

DESCARGA:

Fluxo de água subterrânea. Nos locais onde este fluxo atinge a superfície do terreno formam-se as fontes, nascentes ou brejos.

 

Diabásio

 

Rocha ígnea intrusiva, de cor preta a verde escuro, composta predominantemente por feldspatos cálcicos (plagioclásios). Não contém quartzo. Ocorre normalmente na forma de diques ou massas intrusivas. No Estado do Rio de Janeiro é muito comum como diques. É usada no calçamento das ruas do Rio com a denominação genérica de pedra portuguesa.

DIFUSÃO:

Movimento de uma substância de uma área com alta concentração para uma com baixa concentração.

Dique :

 

Corpo de rocha ígnea com duas dimensões muito maiores do que a terceira, conferindo-lhe forma tabular. Originam-se da consolidação de magma que penetrou em terreno com rochas mais antigas, de forma a interceptar sua estruturas. Normalmente são corpos verticais, chegando a centenas de metros de comprimento e algumas dezenas de metros de espessura. Comuns na bacia hidrográfica da Baía da Guanabara.

Dissecação de vales:

 

Processo pelo qual a erosão fluvial rebaixa os vale, aprofundando-os em relação às vertentes.

DIVISOR DE ÁGUAS:

Partes elevadas dos morros e serras a partir dos quais o fluxo das águas subterrâneas e das águas superficiais se dá em sentidos opostos.

Dureza:

 

Diz-se da resistência que um mineral opõe a ser riscado por outro mineral ou material. O mineral mais duro risca e não é riscado por um mineral ou material de dureza menor. Exemplos: Um canivete risca uma mica, mas é riscado por um quartzo.

 

Escarpa:

Paredes abruptas das bordas dos planaltos e serras, com declives bastante acentuados, podendo mesmo serem verticais.

EROSÃO:

Retirada e transporte do solo e da superfície do terreno pela ação da água; vento e gelo. O material transportado recebe o nome de sedimento e vai dar origem às rochas sedimentares.

 

Erosão diferencial:

 

Desgaste desigual dos corpos rochosos devido a um forte contraste de resistência, seja ao intemperismo químico, seja ao desgaste mecânico. Devido a esta erosão os corpos menos resistentes são deprimidos e os mais resistentes são realçados na topografia. Um exemplo típico de erosão diferencial no Rio de Janeiro é dado pela Pedra da Gávea, realçada e com forma de tabuleiro pelo fato de que é coroada por um corpo de granito, de forma tabular, e que protegeu da erosão e do intemperismo o gnaisse que está abaixo.

Escala de Mohs:

Relação de 10 minerais, dispostos segundo seu grau de dureza, e que serve como parâmetro para caracterizar a dureza dos demais minerais. Os minerais que compõe a escala de Mohs são: 1-talco; 2-gipsita; 3-calcita; 4-fluorita; 5-apatita; 6-ortoclásio (feldspato); 7-quartzo; 8-topázio; 9-coríndon e 10-diamante. Nesta escala, que é relativa, os minerais estão dispostos de forma que cada um é riscado pelos minerais de dureza superior e risca os de dureza inferior.

FALHA:

Ruptura da crosta terrestre ou de um corpo rochoso onde há separação dos blocos.

 

FELDSPATO:

 

O mais comum dos minerais na crosta terrestre. De fórmula complexa, trata-se de um silicato de alumínio, potássio, sódio ou cálcio. É um mineral com boa clivagem, dureza 6 na escala de Mohs, e facilmente decomposto pelo intemperismo químico, transformando-se em argila. Praticamente não encontramos feldspatos nos sedimentos originados nos limites da bacia hidrográfica da Baía da Guanabara.

FRATURA

Ruptura da crosta terrestre ou de corpos rochosos sem que haja deslocamento dos blocos resultantes.

GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS:

Conjunto de técnicas, normas operacionais e administrativas utilizadas no uso dos recursos hídricos de uma região. Do ponto de vista da auto-sustentabilidade, o melhor gerenciamento é obtido a partir de uma visão integrada e complementar de todos os recursos hídricos disponíveis na área em estudo: Chuvas, águas superficiais, águas subterrâneas. As medidas de conservação a serem adotadas serão: reuso e reciclagem de águas; recarga artificial dos aquíferos; medidas que aumentem ou mantenham a infiltração da água no solo; represas de infiltração ao longo da drenagem; represas acumuladoras de grandes volumes de água, barreiras subterrâneas; tratamentos de efluentes domésticos e industriais; estrito controle da exploração dos aquíferos, evitando seu esgotamento ou intrusão de água salgada; legislação adequada aos fins sociais propostos e poder público capaz de fazer cumprir a legislação existente. 

GONDWANA:

 

Antigo continente, existente até o fim da era Paleozóica, quando América do Sul, África., Índia, Austrália e Antártica estavam unidas.

GNAISSE:

 

Rocha metamórfica composta predominantemente de feldspato, quartzo e mica biotita, orientados segundo direções preferenciais e formadas em ambiente de pressões e temperaturas elevadas. É a rocha mais abundante no Estado do Rio de Janeiro, tendo sido formadas em sua grande maioria há cerca de 600 milhões de anos atrás, no processo de colisão de placas tectônicas.

GRADIENTE GEOTÉRMICO:

Profundidade, em metros, necessária para que a temperatura aumente um grau Celsius. No Brasil o gradiente geotérmico é em media 30m/ºC. Locais com gradiente geotérmico menor são considerados como anomalias e são propícios a apresentarem ocorrências de águas termais. Muitos países com gradiente geotérmico pequeno usam o calor interno na produção de energia elétrica ou de água aquecida para calefação. No Brasil, apesar de não ser uma região com gradiente geotérmico favorável, é possível o uso de águas subterrâneas profundas aquecidas, que chegam a temperaturas de até 45ºC, para diversos usos, principalmente industriais.  

GRANITO:

Rocha ígnea composta de feldspato, quartzo e mica biotita. Por ser uma rocha formada a partir da consolidação de um magma, seus minerais não apresentam orientações preferenciais, nem se agrupam, o que os diferencia dos gnaisses, de mesma composição mineralógica.

GRAU GEOTÉRMICO:

O mesmo que gradiente   geotérmico.

INTEMPERISMO:

Conjunto de fenômenos químicos, físicos e biológicos que provocam a alteração das rochas.

IRRIGAÇÃO:

Aporte artificial de água para as plantações.

JUSANTE:

 

Diz-se da região compreendida entre o observador e a foz de um curso d’água.

LENÇOL FREÁTICO:

Superfície que delimita a zona do subsolo onde os poros estão totalmente preenchidos por água. A pressão da água nesta superfície está em equilíbrio com a pressão atmosférica. Os lençóis freáticos abastecem os mananciais e são importantes como fonte de água para a população não abastecida por rede pública.. Por serem rasos são muito vulneráveis à poluição.

LENÇOL D’ÁGUA:

Superfície formada pela parte superior da zona saturada nos aquíferos freáticos.

MANTO DE INTEMPERISMO:

 

Conjunto do material acumulado sobre um maciço rochoso, formado a partir do intemperismo da rocha e em vários estágios de alteração. Engloba todas as camadas alteradas, indo do solo húmico superficial até a rocha sã

MATA CILIAR:

 

Vegetação que margeia os cursos d’água, caracterizada por espécies bem adaptadas à abundância de água, e às freqüentes inundações. São importantes na proteção das margens contra a erosão e na manutenção da fauna. Servem também como barreiras, evitando que detritos das margens atinjam a calha do rio.

MICA BIOTITA:

 

Mineral negro, placóide, facilmente alterada pelo intemperismo químico em climas úmidos e quentes. É um silicato de alumínio e ferro, podendo conter também manganês e titânio. Diferencia da mica branca (moscovita ou "malacacheta") pela cor.

MONTANTE

 

Diz-se da região compreendida entre o observador e a nascente do curso d’água.

NASCENTE:

Quando o fluxo de água subterrânea intercepta a superfície do terreno, forma-se uma nascente. Há muitos tipos de nascentes, mas em geral a sua formação é condicionada pela existência de uma interfacie entre o nível freático ou piezométrico de um corpo permeável (aquífero) e a superfície topográfica. Em terrenos ígneos e metamórficos, as nascentes estão, em geral, associadas a fraturas portadoras de água e interceptadas pelo relevo. Nem sempre, contudo, elas são visíveis, devido à cobertura por material inconsolidado acumulado nas enconstas (talus e outros depósitos)
Nascente de um rio: é o local mais a montante de seu curso principal.

NÍVEL DINÂMICO:

Nível em que se encontra a água num poço que está sendo bombeado. Nos aquíferos artesianos o nível dinâmico é dado como rebaixamento do nível piezométrico.

NÍVEL ESTÁTICO:

Nível em que se encontra a água num poço que não está sendo bombeado, ou seja, em repouso. Nos aquíferos livres coincide com o nível freático. Nos aquíferos artesianos o nível estático é o da superfície piezométrica naquele local. 

NÍVEL FREÁTICO:

Profundidade em que se encontra a superfície superior do lençol freático. Em linhas gerais, o nível freático acompanha, aproximadamente, a topografia do terreno.

OROGENÉTICAS:

 

Processo de formação das montanhas.

OROGRÁFICAS:

 

Relativo às montanhas, ou condicionado à existência de montanhas

p align=justify>PEDOGÊNESE:

 

Processos que levam à formação do solo. No clima tropical úmido o intemperismo químico ocupa um papel de destaque na formação dos solos

PERMEABILIDADE:

Propriedade dos aquíferos de permitir o fluxo livre das  águas. Nos meios porosos isotrópicos a permeabilidade é uma constante (coeficiente) calculada pela equação de Darcy, que relaciona a quantidade de água que passa através da unidade de área do material sob uma perda de carga igual a 1. Para que um material seja permeável é necessário que seus poros tenham aberturas capazes de permitir o fluxo da água e que estes poros estejam conectados entre si, para que o fluxo se processe.

pH:

O pH (potencial hidrogeniônico) é uma escala logarítmica que varia de 0 a 14, e nos indica quão ácida ou alcalina é uma substância. Valores abaixo de 7,0 são ácidos e acima são alcalinos. O valor 7,0 é neutro. O aumento da acidez é inversamente proporcional ao valor do pH, isto é uma diminuição do valor pH significa uma aumento da acidez, em forma logarítmica. Exemplo: um pH igual a 4,0 é 10 vezes mais ácido do que um pH igual a 5,0 e 100 vezes mais ácido do que um pH igual a 6,0. Alguns exemplos de valores aproximados de pH: limão= 2,3, vinagre = 2,9; vinho tinto = 3,8; água da chuva = 5,0 a 5,6; leite = 6,8; água destilada = 7,0; sangue = 7,3; amoníaco = 12,0; soda cáustica = 14,0. As águas subterrâneas possuem pH que varia de 5,5 a 8,3. As águas com pH maior do que 7,0 são as mais leves ao paladar.

PLANTIO DIRETO:

 

Técnica de plantio na qual uma cultura é plantada sobre o resto da anterior revolvendo-se o solo só no local que vai receber a nova semente ou muda. É uma técnica de grande poder preservacionista A parte não aproveitada da cultura anterior é deixada sobre o solo, servindo como adubo e como cobertura, mantendo a umidade e protegendo o solo contra a erosão.

PLUMA:

Emissão contínua de poluentes a partir de uma fonte pontual e que tem uma expansão previsível.

PLUTON:

 

Corpo de rocha ígnea, mais ou menos equidimensional, com centenas de metros de diâmetro. Apresentam-se como formas arredondadas quando expostos na superfície pelo processo erosivo 

POÇO:

Perfuração ou escavação através da qual podemos captar água subterrânea.

POÇO ARTESIANO:

É aquele perfurado em aquíferos artesianos ou confinados. O fenômeno do artesianismo é uma característica do aquífero e não do poço. Um poço perfurado a máquina, num aquífero livre, deve ser chamado de poço profundo ou poço tubular profundo, para se diferenciar dos poços rasos escavados manualmente. As companhias perfuradoras de poços têm usado erradamente o termo "poço artesiano" para todo e qualquer poço perfurado através de máquinas. Esta é a forma que encontraram para valorizarem seu trabalho e seu produto. Acreditamos que tanto os conhecimentos técnicos, como a engenharia envolvida numa obra de captação de água profunda, já são suficientemente importantes, não necessitando de nenhum subterfúgio valorizativo.

POÇO ESCAVADO:

Poço raso escavado manualmente, de diâmetro grande, usado para retirar água de aquíferos freáticos. São os mais baratos e populares apesar de serem muito sensíveis à poluição, por captarem água da parte superficial do aquífero freático.

POÇO JORRANTE:

Poço perfurado em aquífero artesiano, no qual a água jorra naturalmente na superfície do terreno.

POÇO PROFUNDO:

Poço perfurado com máquinas de grande porte.

POÇO TUBULAR PROFUNDO:

O mesmo que poço profundo.

POÇO RADIAL:

Poço escavado com diâmetro maior do que o normal que possui em sua parte inferior um conjunto de drenos cravados nas paredes e que penetram radialmente o aquífero, aumentando a área de captação de água e, portanto, a produção do mesmo.

POLUIÇÃO:

Alteração das características ou qualidades do meio ambiente, ou de qualquer de seus componentes, prejudicando seu uso para certos fins. No caso da água a poluição é a alteração de suas características naturais físicas, químicas e biológicas, tornando-a imprópria para os fins desejados.

POLUIÇÃO PONTUAL :

Aquela cuja fonte emite o poluente a partir de um ponto bem caracterizado. Exemplo: vazamentos de depósitos de gasolina em postos de serviço; fossas sépticas; aterros sanitários etc.

PONTEIRA:

Haste perfurada, com terminação cônica, que é cravada no terreno, e através da qual pode-se retirar água com bomba de sucção. Muito popular, só funciona em aquíferos muito rasos. Muito usada em obras de engenharia civil para o rebaixamento do lençol freático.

POROSIDADE:

Volume de vazios existentes nas rochas e sedimentos não consolidados. Nas rochas sedimentares e sedimentos não consolidados os espaços vazios são poros intergranulares, homogeneamente distribuídos. Nas rochas ígneas e metamórficas os espaços vazios são constituídos por fraturas. Para que uma rocha ígnea ou metamórfica seja aquífera, é necessário que estas fraturas sejam longas, abertas e que várias fraturas sejam conectadas entre si, permitindo a infiltração e fluxo da A porosidade é expressa em termos percentuais, e representa a quantidade de água que a unidade de volume de um material pode armazenar em seus vazios. Como exemplo, temos que um solo com porosidade igual a 15% é capaz de reter 150 litros de água por metro cúbico de solo. Abaixo do nível freático os poros são preenchidos totalmente por água e acima do nível freático por ar e parcialmente por água aderida à superfície dos grãos. Apesar da porosidade ser um fator importante na infiltração da água no solo, é necessário separá-la do conceito de permeabilidade, pois um solo argiloso pode ser muito poroso, mas ter pouca permeabilidade.

POLUIÇÃO NÃO PONTUAL:

É aquela atinge grandes extensões. As principais poluições não pontuais são as provocadas pelas práticas agrícolas e as originadas de processos fabris, onde a dispersão possa se dar pelo vento.

Quartzo

 

Segundo mineral mais importante na formação das rochas graníticas e gnaisses da crosta terrestre. Sua fórmula química é Si O2 (óxido de silício) tem dureza 7 na escala de Mohs, sendo portanto mais duro do que os feldspatos, que possuem dureza ao redor de 6. É um mineral dificilmente atacado pelo intemperismo químico, razão pela qual forma a fração arenosa dos solos. No processo de transporte é separado sendo depositado em locais diferentes daqueles onde são depositados as argilas originadas pela decomposição dos feldspatos e micas.

REBAIXAMENTO DO LENÇOL D’ÁGUA:

Técnica que consiste em bombear a água num certo ponto em quantidade tal que as proximidades do poço ficam temporariamente secas. Muito usada em obras de engenharia onde é necessário trabalhar em locais abaixo do nível freático local.

RECALQUE DO TERRENO:

Abaixamento da altitude da superfície do terreno, em virtude do bombeamento da água de poços nas proximidades. O recalque pode provocar rachaduras no solo e em construções. Em casos extremos pode haver desmoronamento das construções afetadas.

RECARGA:

Local ou área onde a água passa da superfície do terreno para o interior do solo, indo alcançar a zona saturada. Área onde ocorre infiltração capaz de alimentar o aquífero. 

REGOLITO:

Termo usado pelos geólogos como sinônimo de solo em seu sentido amplo. Camada de material intemperizado que recobre a superfície do planeta.

REGRESSÃO:

Vide transgressão.

ROCHA ALCALINA:

Tipo de rocha ígnea, plutônica, rara, com pouco ou nenhum quartzo, e que ocorre em vários locais do Rio de Janeiro. Esta rocha é a principal constituinte de morros como o de Tinguá , Mendanha, Rio Bonito, entre outros.

SEIXOS:

 

Fragmentos de rocha ou minerais, comumente quartzo, de granulometria maior do que a da areia, arredondados no processo de transporte pelas águas. Seu diâmetro pode variar de poucos 0,5 a vários centímetros. Devido ao seu tamanho só podem ser transportados por correntes fluviais de alta energia, e por isto mesmo tendem a formarem depósitos nos sopés das montanhas, onde a energia da água diminui ao atingir a planície. Fragmentos com diâmetro superior a 25 centímetros são chamados de matacão na literatura geológica.

SILICIFICADAS:

 

Diz-se das rochas que tiveram sua composição modificada pela precipitação de sílica em seus poros ou fraturas. Este fenômeno deixa uma rocha muito resistente ao intemperismo químico e à erosão, realçando-a no relevo.

SOLO:

Parte superficial da Terra, formada pelo acúmulo de material inconsolidado originado do intemperismo das rochas. Para os geólogos o termo compreende tanto o material superficial como o subsolo formado por rocha em vias de alteração. A rigor, seria melhor usar o termo regolito, que abrangeria tanto o solo como o subsolo. Para os estudiosos do solo (pedólogos) o subsolo recebe a classificação de horizonte C, sendo o solo propriamente dito dividido em horizonte A, mais superficial e B, mais profundo. O horizonte A contêm muita matéria orgânica e é muito lixiviado, ao passo que no horizonte B ocorre acúmulo de sais lixiviados, e finas partículas minerais, principalmente argila. Vê-se que para os geólogos o conceito de solo é mais extenso do que para os agrônomos, pois para estes, um solo interessa pela sua capacidade em suportar vegetais. Do ponto de vista do acúmulo de água subterrânea, bem como da engenharia civil, é mais útil o termo tal como é usado pelos geólogos.

SUPERFÍCIE PIEZOMÉTRICA:

Superfície contínua que representa as pressões da água na parte superior dos aquíferos confinados. Nas regiões onde esta superfície está acima do nível do terreno temos artesianismo jorrante.

 

TALUDE:

Sinônimo de vertente (talude natural). Termo mais aplicado em estudos geotécnicos. Talude artificial quando feito pelo homem, podendo ser devido à remoção de material ( talude de corte) ou acúmulo (talude de aterro).

TEMPO GEOLÓGICO:

Escala de tempo usada no estudo de fenômenos geológicos, tendo como unidade milhões de anos.

TEMPO HISTÓRICO:

Escala de tempo usada no estudo da história da humanidade, tendo como unidades o ano, décadas ou séculos.

TRANSGRESSÃO:

 

Sedimentação decorrente do avanço do mar sobre uma região. Em oposição temos regressão, que acontece com o recuo do nível do mar, transformando áreas de sedimentação em áreas emersas, sujeitas ao retrabalhamento pela erosão.

TROCA CATIÔNICA:

Fenômeno que ocorre no solo e nos aquíferos, relacionado à retenção de cátions na superfície das partículas finas (argilas e matéria orgânica) através de pequenas cargas elétricas. Os principais cátions envolvidos nesta troca são o Sódio, o Cálcio e o Magnésio. Quando um solo recebe uma água com alto teor de sódio, este desloca o cálcio e o magnésio adsorvidos, substituindo-os, endurecendo o solo e diminuindo sua permeabilidade. Contrariamente, se a água for rica em cálcio e magnésio, estes deslocarão o sódio. É por esta razão que se adiciona calcário nos solos agrícolas.

TRANSPIRAÇÃO:

Processo pelo qual a água absorvida pelos vegetais se evapora para a atmosfera.

USO SUSTENTADO:

Uso da água que não provoque a degradação de suas fontes e de suas qualidades, permitindo que as gerações futuras possam também dela dispor para sua sobrevivência.

VERTENTES:

Superfícies inclinadas do terreno que drenam as águas das chuvas para os vales

XEROFÍTICOS:

Vegetais adaptados a viverem em ambientes com pouca umidade. São dotados de folhas grossas, coriáceas, troncos retorcidos e casca espessa e áspera.

ZONA DE AERAÇÃO:

Região entre o lençol freático e a superfície do terreno. Recebe este nome porque está preenchida por ar atmosférico e contém pouca água, na forma de umidade. Esta camada do solo é importante na purificação das águas que se infiltram, atuando como filtro, como zona de oxidação de matéria orgânica e de retenção de uma gama variada de metais pesados.

ZONA DE SATURAÇÃO:

Região em que os poros e fraturas dos aquíferos estão totalmente preenchidos por água. Sua superfície superior dá origem ao lençol d’água.

ZONA INSATURADA:

O mesmo que zona de aeração.

Fonte: http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/glossario.htm

22/07/2011

 


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